Um porto. A chegada

A estrada, o caminhar.

Entre a estrada e o porto, a vida.



domingo, 5 de dezembro de 2010

sábado, 20 de novembro de 2010

Mostra Cultural Colégio Bandeirantes

Acontecerá no dia 07 de dezembro próximo a Mostra Cultural do Colégio Bandeirantes. Convido a todos para prestigiarem o evendo que, como você podem ver pela chamada que o Gustavo criou vai ser muito bom.
Já agendei o compromisso aqui, será no dia 07 no teatro do Col. Marista. às 19 horas.
Compareçam.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Mídias na Educação.É bom por quê?

Resumo

Trabalhar com mídias e tecnologias na escola tornou-se palavra de ordem quando da implantação do programa de informática educativa no Brasil e em especial em Goiás. A palavra inserção nunca esteve tão em voga quanto nos nossos dias. No contexto da formação, questões como Por que? Como? Quando? Devem ser feitas, analisadas, e respondidas. O trabalho de formação em prática nos centros de formação tecnológica NTE, tem, ao longo destes dez anos de atuação, a oportunidade de analisar criticamente esta nova perspectiva da educação. Lançar um olhar sobre o fazer do formador, analisando seu objeto de trabalho, o professor e sua prática torna-se essencial para definir as políticas de formação a ser seguida pelos núcleos nos próximos anos.



Palavras-chave

Educação. Tecnologias. Formação. Mídias. Pedagogia





Traçamos os rumos da educação no nosso dia-a-dia e, na maioria das vezes, nem mesmo sabemos que o estamos fazendo. Este ato de fazer sem refletir sobre o fazer leva-nos a sermos mais guiados do que verdadeiramente guiarmos. Enquanto professores, somos orientados a ensinar segundo esta ou aquela concepção de aprendizagem, a seguir este ou aquele ou este e aquele programa educacional. Com a inserção de mídias e tecnologias na educação, vemos a reprise dessa sistemática. É neste contexto que cabe uma reflexão sobre a importância de não apenas fazer, mas registrar o feito, podendo assim refletir sobre ele.

Vivemos de experimentar, e experimentamos sempre. Como professores, estamos sempre em busca do novo, mesmo que reciclado. A novidade move o mundo e as pessoas. É assim que vimos na modernização dos meios de tecnologia e sua democratização traduzida na acessibilidade às massas a possibilidade de a usarmos como aliada na difícil tarefa de ensinar.

Queremos ensinar melhor, todo professor busca isso com seus alunos, seja qual for sua disciplina ou área de atuação. Por vezes nos sentimos como malabaristas tento que nos virar nos trinta para conseguirmos manter a atenção dos alunos pelo menos por trinta dos escassos quarenta e cinco minutos que temos para ensinar um século de história, por exemplo, ou uma fórmula matemática.

Nossos alunos estão cada vez mais dispersos, hiperativos. Isso é compreensível, o mundo está assim e, as tecnologias são, em grande parte, responsáveis por isso. Cartas não demoram mais dias para serem entregues. Notícias do outro lado do mundo são transmitidas em tempo real a internet se encarrega de transformar o mundo num grande reality show onde somos todos ao mesmo tempo observadores e observados.

Os dias continuam tendo as mesmas 24 horas de sempre, mas para a geração com trinta anos acima, a sensação que fica é a de que estamos sendo lesados em nossos preciosos minutos.

O mesmo aparato que deveria nos fazer ganhar tempo e com isso, qualidade de vida, nos atrapalha, nos lesa. A dona de casa que antes gastava horas no tanque esfregando suas roupas agora pode deixá-las tranquilamente na máquina e, fazer sua leitura, ensinar o filho, receber a visita com calma... ledo engano. Enquanto as roupas chacoalham na centrífuga, há mil outras coisas na fila de espera para serem feitas.

Na escola o caso se repete. No portão, catracas eletrônicas, nas salas de aula, retroprojetor, televisor, computador, projetor de mídia. Nas mãos dos alunos, celulares, mp3, ipod... no pátio, rádio. Nas paredes, murais, jornais, informativos. Estes são recursos com dos quais vislumbrávamos em nossos melhores sonhos e, eles agora estão entre nós, e nem dos demos conta disso.

Aquele tempo que sonhávamos que viria isso e aquilo para nos ajudar da árdua tarefa de ensinar finalmente chegou e, não foi a nossa salvação, pelo contrário, para muitos, foi o caos, a derrocada final.

Ainda estamos num período de transição. Nele, a semente está sendo plantada. Para os cultivadores, aqueles que estão envolvidos com o processo de disseminação da semente que aponta para a prática de uma nova educação, que associe mídias e tecnologias no contexto escolar, ou seja, trazer o mundo para a escola, para a sala de aula, fica a aflição pela ausência de maiores resultados e isso de forma imediata.

Este fruto não é para estes dias. Falando assim, parecem palavras proféticas que lançam para o futuro aquilo que já poderia ser realidade hoje. No entanto, o casamento entre tecnologias da comunicação e informação com a educação, no nível que visualizamos, tem que passar por um processo de aculturação do professor. Estas mídias e tecnologias tem que primeiro passar a fazer parte de suas vidas cotidianas, perdendo o caráter de extrema novidade e, com isso, de estranheza, para se tornar algo familiar.

O que temos visto hoje são ações que classificamos como “experiências de sucesso”. Mas o projeto de inclusão de mídias e tecnologias nas escolas é todo ele uma grande experiência. E acredito que, mesmo com os percalços, ela toda está sendo positiva. Isso porque não podemos nos esquecer de que estas tecnologias expressas na forma de computadores e celulares principalmente, ainda não são uma realidade para todos e a escola se apresenta como um espaço de democratização do acesso a estes equipamentos.

A busca por resultados pode, a primeira vista, frustrar os formadores, encarregados de formar os educadores para o uso destes equipamentos e, incentivar seu uso com os alunos nas escolas. Esta frustração pode ser expressa em números. No último encontro de professores dinamizadores realizado pelo Núcleo de Tecnologia Educacional de Goiânia foi proposto às escolas que apresentassem resultados obtidos com o uso de mídias e tecnologias por seus professores e alunos. De um total de 130 escolas, quatro projetos foram garimpados.

Estes dados mostram uma realidade que não é apenas de Goiânia, mas uma expressão geral. O que temos são casos isolados de ações conseguidas com o desenvolvimento de projetos. Isso contudo não significa que os laboratórios de informática não estejam sendo utilizados, que os professores não levem seus alunos para as salas informatizadas ou utilizem outros aparatos tecnologias em sua prática pedagógica, revela apenas que ainda não existe a cultura da sistematização de resultados. Os Núcleos de Tecnologias, preocupados que estão com a formação e com o uso, estão pecando quanto ao registro. Dez anos de trabalhos diretos com a escola e ainda não é possível apresentar dados consistentes além dos expressos em números de formação.

A cultura do uso dos computadores virá com a prática e esta não necessariamente exige formação. Exige abertura, exige ousadia, exige jogo de cintura, exige decisão.

A formação é um elemento importante no processo e não deve ser abandonado, o que necessita ser revisto é a política de trabalho exclusivamente centrado na formação para as mídias. O interesse está em que o professor consiga ligar e operar o computador, a câmera, o celular. A segunda parte da proposta, a que prevê o uso pedagógico, fica ainda em segundo plano, aparecendo aqui e ali na fala e quase nunca na prática.

O formato dos cursos ministrados são uma prova disso. Cursos como Introdução a Educação Digital tem em sua proposta e estrutura a intenção de levar o professor à discussão. O resultado disso é um curso maçante, desmotivador, que não alcança o professor. Isso porque não foi considerado que o professor que procura os cursos oferecidos pelos centros de formação NTE, estão em busca de conhecimentos práticos. Num primeiro momento, não está aparente a busca por conhecimentos que permitam que ele trabalhe pedagogicamente e sim fazendo a associação entre o seu objeto de trabalho, o conteúdo a ser ministrado e, tendo nos recursos disponibilizados pelas tecnologias um meio para se chegar aos seus objetivos, o que ele busca são conhecimentos que o permita utilizar estas tecnologias para si mesmo.

Ensinamos o pacote, neste caso o Office do Windows ou Linux. E a estrutura dos cursos segue esta mesma dinâmica. No entanto, os alunos em suas casas, nas lan houses ou nos celulares, aprendem de forma contrária. Não partem do Office mas chegam a ele quando utilizam os recursos “interessantes” na internet.

Uma analise da aplicação do programa de formação mostra como ele está engessado. Os conteúdos foram colocados em compartimentos, divididos em blocos. Agora o professor aprende internet, mais adiante aprende planilhas e assim sucessivamente. Em contraponto a esta estrutura, podemos apontar a criação, pelos NTE do curso Dinamizado Competências, onde a estrutura foi pensada e organizada para que, a medida que as atividades vão sendo desenvolvidas, ou seja, quando surgir a necessidade, o programa ou função deste ou daquele aplicativo seria trabalhado.

Esta organização mais aberta permite que o conteúdo não aconteça de forma linear, porque na escola, o professor não vai desenvolver seu trabalho linearmente.

Considerando estas observações, a pergunta que cabe fazer inicialmente é:

Trabalhar com mídias é bom?

Não vai existir um consenso em torno desta questão. Mas o que inegável é manter a concepção da escola Oasis, refúgio do mundo externo. A escola reflete a sociedade e cabe a ela uma grande parcela de formação da sociedade que virá. Neste aspecto, o mundo tem que entrar na escola, tem que ser visto e discutido e a internet, a TV, os celulares, os livros, são janelas que permitem esta entrada em tempo real aos alunos.

Alie-se a isso o fato de que educar é uma ação contextualizada, e voltada para a formação integral do aluno. Não trabalhar com os recursos próprios de nosso tempo é privar o aluno, principalmente o de escolas públicas, de oportunidades.

Além disso, é inquestionável o poder atrativo que estes recursos tem sobre os alunos. E aqui voltamos ao professor malabarista, querendo a todo custo ter o foco da atenção dos alunos. Neste aspecto, as possibilidades de trabalho nos LIE, no pátio da escola e claro, na sala de aula, tornam-se excelentes aliados que não podem ser negligenciados.

Por outro lado, buscando a atenção pode se chegar a dispersão total. Percebemos isso quando não há um planejamento eficaz, quando não existem objetivos bem definidos, quando o planejamento não contemplou atividades de modo a preencher o momento de estudo. Mas este é um aspecto negativo não propriamente das tecnologias em si, mas de quem as utiliza. O lúdico não pode sobrepujar o objetivo primeiro que é o de ensinar.

Ai chegamos numa segunda questão:

É bom para mim?

Com esta questão temos um dos grandes entraves da utilização de mídias e tecnologias na educação, a falta de interesse dos professores com relação as mesmas. Este descaso é traduzido na palavra resistência. Todos aqueles que são avessos à formação nós os tachamos de resistentes, e ainda complementamos com a palavra medo. Esse professor deve se perguntar, mas e ai, o que tenho a ver com isso? Afinal, não é imperativo que o professor utilize estes recursos em suas aulas. Excelentes professores dão excelentes aulas utilizando a mais primária das tecnologias em sua prática, a lousa e o giz, alcançando resultados melhores que aqueles que se enveredam pelo mar da web e seus recursos, por exemplo.

Essa postura nos força a trazer uma nova questão:

É bom para o aluno?

Neste caso, o que deve ser levado em conta é que, em se tratando de professor e, por isso mesmo responsável por educador nos moldes anteriormente mencionados, não posso deixar de propiciar aos alunos contato com estes recursos. Pode não ser interessante para mim, as redes sociais, mas os meus alunos vêem estas como a ultima maravilha do mundo e, se não vou ensinar-lhes a utilizá-las, tenho que conhecê-las para, dentre outras coisas, utilizar o ensino reverso, ou seja, apontar pros e contras, formar opinião, discutir sobre.

O resumo disso é que, utilizando ou não os recursos tecnológicos, enquanto professores, não podemos nos esquivar de conhecê-los. E é neste ponto que revertemos o foco da formação. Aquela formação voltada para o conhecer sobre, para saber utilizar, dá lugar a formação que mostra o por quê? O para que? E o como?

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sacudir é uma coisa importante...

Recentemente descobri, da pior maneira, que inevitavelmente o mundo hoje é de quem tem e isso em todos os setores. Acreditava-se (pelo menos eu acreditava) que apenas nas grandes empresas privadas é que residia o medo de ser sobrepujado pelo colega mais jovem ou aquele sabe tudo.
Nós, meros mortais atuando na educação de base, estávamos isentos desta prática desumana, própria do capitalismo selvagem. Ledo engano.
Na verdade, só está isento deste mau presságio aqueles que estão placidamente instalados em sua colocação atual, professor de sala de aula com turma definida, vinte e tantos anos numa escola na coordenação ou sala de aula, olhos postos na aposentadoria que deve chegar antes da hosteoporose e por ai vai. Para começar é preciso desmistificar a idéia de que professor não tem ambição ou antes, o que ambicionar. O mercado da educação é grande e pode sim, ser lucrativo. importantes professores quando não tem (dinheiro), tem prestígio e reconhecimento, o que de longe, é algo a se almejar.
Assim, restrinjo atualmente o grupo dos placidamente sentados aos parasitas da educação, aqueles que são um atraso de vida e uma vergonha para os educadores. Estes não estão nem ai com a morte da bezerra, desde que isso não atrase o seu pagamento.
Prefiro me referir aqui aos professores que vêm na educação mais que um ganha pão, um paga contas, mas uma profissão na qual se pode crescer, pessoal e financeiramente.
Mas deixando o panejerico de lado e voltado à minha indignação, que começa de mim para comigo mesmo, pois como disse um dia minha colega Socorro vindo em minha direção, "tem gente que precisa de uma sacudida" e muitas vezes (no meu caso foi uma delas) esta sacudida vem de uma pretenção. Sei, este verbo não existe na conotação que eu quero, coloquei-o apenas para tapar minha ignorância súbita ao não ter com o que aludir ao fato de ter sido preterido em um processo seletivo. E é aqui que chegamos aos fatos, ou antes, o fato.
Antes... um flash back.
Eu, no auge dos meus trinta e sete anos, no vigor de minha produção intelectual, estava placidamente sentado em minha condição de professor estável, olhando calmamente o mar revolto a minha volta sem me atinar com o me dá cá esta palha. Não me entendam mau, não sou acomodado. Leio, escrevo, desenho, modelo, ministro aulas fantásticas, palestro... ou seja, estou em movimento (contraditório pois isso me tira da cadeira plácida) mas a questão é que, eu era, mas não tinha. Eu era o cara. Boa fala, boa oratória, presença de palco, desenvoltura, conhecimentos... mas eu não tinha. O quê? pelo amor de Deus, você já deve estar impaciente e louco para me dar na cara, mas calma, não era um pistolão, afinal, nós professores temos que ser éticos. Eu não tinha título.
Pois é. Sei que é preciso muita coragem para dizer isso assim, na rede mundial, para todo o universo (os Ets capitam nossos sinais) mas... eu tinha que desabafar. Eu sou um sem título.
Não, eu votei, estou em dia com minhas obrigações eleitorais. Não é deste título que estou falando. Me refiro aos benditos títulos acadêmicos.
Sou de um tempo, de uma cultura, de um lugar, de uma realidade em que saber ler e escrever era um grande trunfo. Onde, numa família de sete, dez, doze pessoas, se alguém "tirasse" o segundo grau, era doutor. E aprendi, desde então, que as conquistas, todas elas, tem muito valor, para quem conquista e para quem observa e se alegra contigo. Meu pai semi analfabeto era um deles. Quando conclui a faculdade pública de História e enviei o convite de formatura à minha família... nunca vi uma brochura ser tão paparicada. Meu diploma não teve tanta importãncia quanto aquelas páginas nas quais se liam "...Convidam o Sr. e Sra para a formatura de seu filho". Se procurar no fundo da caixa de tesouros da família (que espero herdar um dia) com certeza ele será encontrado, catalogado como bem mais precioso.
No entanto, isso foi um outro tempo, uma outra história, um outro contexto. Hoje, apesar das dificuldades, mas comparativamente à época, se tornou comum ter ensino superior. Ser especialista tornou-se então o diferencial e, a primeira peneira para os plácidos.Na verdade seria a segunda, mas a obrigatoriedade de se ter o ensino superior para exercer o magistério fez com que a primeira estação, o Ensino Médio, ficasse para tras.
Especialista... fiz a minha seis anos após a graduação... muito caro para se pagar. e neste ponto devo falar da sorte de estar no lugar certo, na hora certa. Felizmente, no meu caso, pude fazer a especialização por uma instituição pública a lá zero oitocentos (não, eu não me esqueci que os meus e os seus impostos foram quem os pagaram) mas, inegavelmente, eu não conseguiria economizar para pagar as mensalidades (sei disso porque eu tentei, os registros da Universo estão ai para provar). E, assim como eu, muitos não o fazem pelo mesmo motivo.
Assim como na moda os termos enstão constantemente mudando, uma prova disso é que eu usava 40 e hoje, sem engordar nada de nada, tenho que comprar 42. A importância dada aos títulos segue o mesmo caminho. As portas que a especialização abria agora mal permitem dar uma espiada. O caminho agora é o mestrado. E é neste ponto que me enganchei, ou antes, me guincharam. Para fora. 
Quando digo que estou indignado, não me refiro apenas ao sistema que pretere um profissional pela ausência de títulos que ele tem. Mas gostaria  muito de acreditar que ter o título signifique ter conhecimentos que o justifique, ou melhor, que o endosse. Mas meu senso crítico e a experiência me diz que não, isso não confere.
Mas fui sacudido. E este sacudir me mostrou e agora estou tentando mostrar a você, que é importante se mexer. Se o mestrado é o caminho... então que comecemos a buscá-lo, ou mais portas vão se batendo nas nossas caras e convenhamos, que coisa desagradável. Sim, por que eu não sei quanto a você, mas todos os educadores e educadoras que se acham "O Cara", como eu, caem em profunda depressã e enchem a cara de leite desnatado por uma semana quando um troço desses acontece com ele.
Pior ainda quando a porta nem é lá estas coisas. Ai sim, você percebe que precisa fazer alguma coisa e... este é um momento muito importante. É como se uma Nurf olhasse para você e você fosse o escolhido tendo um insight. Não entendeu? Leia o rodapé.
Se em empresas ou escolas, continuamos profissionais. A diferença está no modo como visulizamos a nós mesmos e nosso próprio trabalho ou, antes, o modo como querem que olhemos para nosso trabalho. Como dizem os gurus da auto ajuda, "Você quer ser pequeno, ou você quer ser grande?"
Eu escolho ser enorme e, se para isso preciso ter... terei. Mas eu valerei o quanto tenho.

Rodapé.... Nurf. Personagem do filme A dama na água  de M. Night Shyamalan

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Primeiras chuvas

Depois de muito calor, muita sequidão, muita fumaça, poluição e desitratação.... eis que a chuva, ditosa e bendita cai sobre a terra de uma Goiânia seca, com a graça de ser tranquila, sem grandes ímpetos, o que deixa tudo com muito mais sabor.
Abaixo, uma lembrança de nossa primeira chuva de 2010 (claro que não é a primeira chuva de 2010, mas a primeira chuva da estação de chuvas de 2010).

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

CAS-Vespertino Curso de Edição de Vídeo


Estes são os alunos do vespertino do curso de criação e edição de vídeos. Com eles usamos a mesma dinâmica de trabalho da turma do matutino. Como a idéia original é produzir material visual para trabalhar com a educação de pessoas com deficiência auditiva, trabalhamos a partir desta premissa e eles já tiveram que produzir um pequeno diálogo usando a lingua de sinais (libras).
Esta turma é igualmente mista e a interação entre todos os alunos e o apoio (a mim) está sendo fundamental.

CAS-Matutino Curso de Edição de Vídeo

Esta é uma experiência nova, não pelo curso, mas pela turma. Estes são professores do CAS (Centro de Apoio ao Surdo).O interessante é a proposta, o destino da aprendizagem. Os professores produzem material didático para o centro e, por isso a necessidade de fazer a edição dos vídeos.
A primeira aula, ocorrida nesta terça-feira pela manhã contou com 13 alunos e já se mostrou inusitada. É interessante como você se posiciona diante de um público diferente. Felizmente a turma é mista, composta de professores ouvintes, que conhecem e fazem a tradução para os colegas.
Bom, me senti um estrangeiro, falando uma lingua estranha e dependente de um tradutor. Mas os resultados foram positivos.... Já estou gostando e creio que os resultados finais serão fantásticos.

Curso 40h Colégio Alberto Nóbrega

Começou nesta quarta-feira, 29 de setembro o curso de introdução às tecnologias no Colégio estadual Alberto Nóbrega. Realizado no período matutino, o curso acontecerá sempre às quartas-feiras no periodo matutino.
Na foto, as alunas da primeira turma, incluindo a Diretora do Colégio, Professora Isabel.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Carta aberta

Esta foi uma mensagem que recebi e que pelo teor e significância, estou postando. Como educadores, quando uma mãe clama por uma resposta, creio que devemos nos incluir nas responsabilidades, infima que seja. Educar para o bem, educar para a vida. Creio que na busca por uma sociedade melhor, está em nós uma importante contribuição.

Essa carta foi a Christiane Souza Yared, mãe do jovem morto pelo deputado de Guarapuava, quem mandou para a Cissa Guimarães.

Querida mãe,

O que dizer nesta hora tão difícil? O que ouvir quando todos e tudo ao redor parecem sair de um enorme pesadelo e o ruído das vozes que se seguem mal chegam aos ouvidos?
Quando o ar não é mais suficiente e a dor da separação nos leva a sala de parto novamente?
Os dias que se seguirão, parecerão noites e as noites, dias sem fins.
Para cada momento uma lembrança e a ferida que não cicatriza, parece ainda mais exposta e vulnerável com o passar do tempo, dizem que o tempo é o melhor remédio. Creia, amada, ele é amargo demais.
Só há um lugar para onde ir, este refúgio que encontrei tenho tentado ensinar o caminho à outras mães, pois sei que o que nos foi tirado, nosso bem maior, o pequeno ser que embalamos, amamentamos, cuidamos e amamos, nada poderá traze-los de volta, sei que se chorássemos todas as lágrimas e gritássemos todos os gritos de dor que estão contidos em nossas almas, mesmo assim não seriam suficientes para trazê-los.
No primeiro momento tentamos achar o culpado, o rapaz que dirigia estava em alta velocidade. Certamente foi ele, mas e Deus?
Onde estava Deus que não viu o meu lindo moço de cabelos fartos e sorriso encantador, que envolvia todos com suas histórias deixando no ar a sensação de ficar após ter ido?
Porque Deus não fez algo?
Querida mãe, a primeira lição que aprendi, foi entender que Deus me amou e sua misericórdia resgatou meu filho no momento de dor.
Se há um lugar perfeito, onde deixaríamos nossos filhos este é nos braços do Pai.
Deus não interfere, nos deu um mundo para nele vivermos em harmonia e se existe um culpado, infelizmente somos nós!
Aceitamos todas as coisas e só nos importamos quando é o NOSSO filho.
Esta nação está ferida e ferida de morte, o sangue de inocentes está literalmente lavando o asfalto de nosas cidades.
Será necessário morrer um filho de cada família para que algo seja feito?
Nossos jovens estão sendo arrancados de seus lares e sua famílias estão dilaceradas com tamanha dor, o medo nos invade pois os que nos restam ainda, precisam viver neste país sem leis para assassinos de trânsito.
Até quando???
Não terá apenas um deputado que se importe e leve ao congresso as mães que perderam seus filhos nesta guerra horrenda e injusta?
Faltará espaço em Brasília, será maior que qualquer congresso já realizado.Nós somos as mães que prepararam seus filhos para servir a nação!
Meu filho falava quatro línguas, tinha duas faculdades, não usava drogas, não era chegado a bebidas, sempre usou o cinto de segurança, foi morto por um jovem deputado que estava em alta velocidade, embriagado e com a carteira com mais de 130 pontos. Foi decaptado, estraçalhado, moído, não matou apenas meu filho e seu amigo, matou a mim também.
Ensina a criança no caminho em que deve andar e até ficar velho não se desviará dele.
Não podemos apenas chorar, temos que nos unir e de alguma forma mudar o país em que vivemos, para que os outros filhos, os que nos restam, possam ter a oportunidade de viver.
Meu refúgio é Deus, meu porto seguro, minha esperança de rever meu amado.
Se Deus salvasse o seu e não o meu então seria um Deus injusto!
Se precisamos mudar e algo precisa ser feito, então faremos para que outras mães, não venham a sofrer a amargura da separação tão precoce de
jovens que antes enchiam a casa de alegria, e agora enchem cemitérios.
Querida mãe, sei que parece impossível mudar um país, mas tambem sei que um país é feito de famílias que desejam o melhor para seus filhos.
Um pai sonha os sonhos de seu filho desde quando nasce e vive como se fôssem seus.
Se é triste e inconsolavel a dor da perda de um filho, muito maior será nossa dor se não fizermos nada e perdermos novamente, e creia eu sei do que falo.
'Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque podia fazer muito pouco'
Se cada mãe, pai, família, cada cidadão fizer um pouco, teremos muito!
A justiça é para os vivos, os mortos não precisam dela!
E a nação ouvirá o nosso clamor...


Christiane Souza Yared

terça-feira, 31 de agosto de 2010

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Curso Audio visual. Programação

O curso de edição e criação de vídeos educativos foi criado com o objetivo de divulgar a produção audiovisual nas escolas, com ênfase na criação dos alunos e professores. A ideia é que estes possam desenvolver vídeos socioeducativos e pedagógicos.
A proposta do curso pretende desenvolver habilidades e competências necessárias para conceber a idéia e desenvolvê-la, utilizando diferentes recuros.
Segue abaixo a programação do curso:

I- Momento.
Apresentação da ementa e proposta do curso;
Exibição de vídeos produzidos pelos alunos das edições anteriores;
Discussão: - Audio Visual e seus elementos.
Apresentação do programa onde serão desenvolvidas as atividades de edição durante o curso;
Criação de vídeo clip com imagens.

II - Momento.
realização de um vídeo de apresentação.
trabalhar créditos iniciais e final

III - Momento
Realizando um vídeo com voz em off
Trabalhar a narração

IV - Momento.
Atividade. Dublando uma cena.

V - Momento.
Teatro de fantoches. Realizando um roteiro animado a partir de fantoches

VI - Momento
Edição do vídeo de fantoches

VII -Momento.
Criação do vídeo final do curso, da idéia ao filme.

VIII - Momento.
Edição do vídeo final

IX - Momento.
Finalização do vídeo final

X - Momento.
Mostra de resultados, avaliação final de curso, projeto a distância.

Audio Visual Uma Odisséia na Escola


Tem inicio dia 13 de setembro pela manhã e a tarde as turmas do Curso Audio Visual. Criação e Edição de Vídeos educativos. Os inscritos selecionados para esta turma receberão comunicado via email ou telefone, fiquem atentos às datas e horários.
A turma do matutino terá início às 8 horas da manhã, a turma do período vespertino terá início as 13:30.
Para maiores informações, deixe aqui seu comentário, ou entre em contato pelo fone do NTE-Goiânia. 3213 5736.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Turma de Exatas CEJA Universitário

Hoje, 27 de agosto, tivemos o primeiro encontro com os professores de exatas do CEJA Universitário. Pela manhã contamos com cinco professores, sorridentes na foto abaixo.
Professores da área de exatas CEJA Matutino
Apresentamos a idéia da aula blog e como todos gostaram, vamos desenvolver a proposta com os professores a partir de nosso próximo encontro.
No período vespertino teremos outra turma, a idéia é somar mais professores até atingirmos todos os docentes da unidade, e todos inseridos virtualmente.
Outras escolas interessadas podem entrar em contato, assim como professores de outras unidades que quairam participar do projeto. Para isso, basta entrar em contato com o NTE Goiânia, ou deixar comentário aqui, no blog manifestando interesse.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Formação continuada no CEJA Universitário


Teve início na sexta-feira, dia 20 de agosto a formação continuada dos professores do CEJA Universitário, com ênfase em metodologias voltadas para a iserção de tecnologias e mídias no contexto escolar.
O primeiro encontro, com professores da área de humanas contou com quinze professores e se mostrou bastante promissor, revelando a abertura dos professores em conhecer as ferramentas disponíveis pelas tecnologias e mídias presentes na escola para utilizá-las em suas aulas.

Amanhã, dia 27de agosto, teremos o segundo encontro, agora com os professores da área de exatas.
A iniciativa da formação é uma proposta do Gestor, Glaydson,que está empenhado na formação de todos os servidores da Unidade de Ensino, abrindo portas para que esta formação aconteça.


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Curso de Educação Previdenciária

Está acontecendo de 24 a 26 de agosto o curso de Nivelamento para Tutores que atuarão na Educação Previdenciária. Na sexta-feira, dia 27, estarão abertas as incrições para os professores interessados no curso que será na modalidade presencial e a distância, com carga horária de 120 horas, sendo dois encontros presenciais, de opito horas cada, um no início do curso e outro no final, com certificação oficial que vale titularidade.
Os interessados devem acessar a página da SEE e procurar o link da inscrição.
Para Goiás estão previstas a oferta de 200 vagas.
Possivelmente nos encontraremos em uma das turmas.

Segue abaixo o link para a inscrição e maiores informações sobre o curso.


Inscrevam-se!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Relatório de Visitas

Dia 16 último tive a oportunidade de visitar as escolas da Região Norte de Goiânia. área que atendo. Algumas conhecidas, como o Olga Mansur ou o Santa Bernadete, mas as outras... novidades. Jardim Guanabara, Alberto Nóbrega e outras.














De positivo, muitos aspectos. A receptividade dos professores, o diálogo entre gestão, dinamizadores e professores, a abertura e flexibilidade quando o assunto é formação de professores e uso das tecnologias.














Os laboratórios estão em funcionamento em todas as escolas, a internet está desconectada no Colégio Guanabara mas já solicitaram visita da GETEC. Afinal, os laboratórios ainda são movidos a internet, uma realidade que precisamos mudar.



Tive a felicidade de encontrar a maioria dos diretores, com os quais conversei diretamente. desta conversa, a sensação é de que, se chegarmos juntos, se estivermos por perto como parceiros, dando o devido suporte, poderemos ver coisas incríveis sendo feitas. Estou accreditando que é possível, por isso me coloquei a disposição para ajudar no que for necessário.

De retorno imediato tivemos a disposição de duas escolas em formarem turmas para formação de professores, uma delas acontecerá às quartas-feiras, caso do Alberto Nobrega. Esta, uma escola de primeira e segunda fase.

Na oportunidade conversei com os alunos das séries iniciais e a constatação é que usam sim o LIE (Laboratório de Informática Educatiba) mas o trabalho precisa ser melhor direcionado e isso só acontecerá com formação pois é preciso aprender, conhecer as ferramentas e suas possibilidades para então, trabalhá-las. Este será o foco da formação que acontecerá na unidade.

Agenda de Cursos

Caros colegas.
Já está disponível a agenda de cursos para o bimestre Agosto/setembro, no NTE Goiânia e nas unidades escolares atendidas pelos formadores.
A Agenda já foi postada nos emails das escolas e dos dinamizadores cadastrados, além disso, você pode encontrá-la no APD.
Lembrando aos alunos que se inscreveram no curso de criação e edição de vídeo que as novas turmas, Matutino e vespertino iniciarão dia 13 de setembro.
Além disso, temos turmas do curso de 40 horas acontecendo às quartas-feiras no Alberto Nobrega no período vespertino e às sextas-feiras no Ceja Universitário, matutino e vespertino.

Professor de mídias, professor e mídias

Os tempos são sempre bons, por isso vou me eximir da expressão "bons tempos aqueles"... tão corriqueira quando o saudosismo fala mais alto e nos vemos, de relance, de volta no tempo.
Pensamos e agimos de acordo com o momento atual, pelo menos deveríamos. E os novos tempos para nós professores, vem conectado, plugado, anexado à uma infinidade de recursos e aparato tecnológico.
O giz, o quadro, os livros e as carteiras enfileiradas continuam a fazer parte da nossa realidade (e ainda vão por um bom tempo) mas a elas, se juntaram outros recursos e com estes recursos, novas possibilidades.
O novo mundo da comunicação e informação nos convida a fazermos um up grad, inovarmos, descobrirmos e criarmos novas e interessantes possibilidades de exercermos nosso ofício. Ensinar.
Ensinar com as tecnologias, ensinar para as tecnologias. É mais fácil e recomendável que nos tornemos aliados das novas mídias e tecnologias presentes na sociedade hoje, nas mãos e cabeças de nossos alunos, mesmo os mais novos. Ir contra elas é assinar uma sentença de morte, é condenar-se a si mesmo ao passado, ao ostracismo, é ser claramente taxado de jurássico e o passo seguinte será te rotular, classificar e jogar na coluna dos resistentes, tradicionais. Quando você menos espera, já será membro honorário do time do contra, a ultima resistência.
Trabalhar com mídias e tecnologias pode e deve ser uma atividade gostosa, lúdica. Aprender é uma qualidade nata que nós educadores desenvolvemos, aprimoramos, nos nossos anos de experiências. E de experiências nós entendemos. Tudo a nossa volta é ponto de partida para introduzirmo algo novo aos alunos. O vento que invade a janela, a forma dos objetos, o tamanho e peso dos alunos....
Então... Por que temer o computador e demais tecnologias? Todos estes recursos são máquina, programadas por nós e, portanto, limitadas. Nós podemos ir além, fazer de novo e diferente.
Aceita o desafio?
Vamos fazer juntos uma nova educação, aproveitando o melhor dos dois mundos, nós educadores e todas estas maravilhas tecnológicas colocadas à nossa disposição.
Conte comigo!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Momentos possíveis

Vi o filme uma vez. Nada muito filosófico, mas fica a idéia: O que seria se... Somos o que escolhemos ser. Só não estamos preparados para os revezes daquilo que escolhemos. Na verdade, como no filme, gostaria das possibilidades. Vivê-las todas, como na função desfazer do computador. Se errou, se não gostou do resultado... um clic e tudo está de volta ao ponto de partida, pronto para seguir outro caminho.
Um dia, quatro anos atras, estava parado no centro do quarto e tomei uma decisão. Uma semana depois estava amargando a decisão tomada. Ainda estou amargando, quatro anos depois, a decisão tomada.
Aos filósofos de plantão fica as velhas máximas... "aprendemos com nossos erros".
Eu diria que nos fudemos com nossos erros.
Somos humanos e errar é humano, os animais e outros seres não erram exatamente porque fazem tudo da mesma maneira programada sempre. A nós, humanos, é que foi dada a maldição do livre arbítrio, e ainda vã gloriamos a multiplicidade de escolhas sendo que no final todos seguem o mesmo caminho, escolhendo as mesmas coisas.
Mas, voltando ao erro no centro do quarto... ele não me fez pessimista, como parece. Me fez só, no sentido litaral da palavra. Um cara sozinho no meio de um monte de gente sozinha que fica as noites (sozinhas) escrevendo palavras solitárias que serão jogadas como mensagens em garrafas que, se não se chocarem em algum coral... pode ser lida por outra pessoa sozinha.
Os erros continuarão a se suceder, errar tão feio não só não me deixou pessimista quanto, de forma estranha, me tornou um esperansoço de carteirinha (e agora estou filosofando) vendo a vida de uma forma melhor, atento às oportunidades na esperança de não perder o bonde e ficar para traz.
É, se aprende com os erros, mas sim, eles nos seguem para o resto da vida, o que é um saco.